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domingo, 10 de maio de 2009

Notícia - Águas Subterrâneas


Título: Água subterrânea Algarvia está mal aproveitada, diz perito.

Fonte: Diário Digital / Lusa
Data: 25-01-2007

A água existente no subsolo algarvio está mal aproveitada e devia integrar os sistemas públicos de abastecimento, com base numa gestão integrada das origens superficiais e subterrâneas, defendeu hoje um especialista em hidrogeologia.
Luís Ribeiro, professor do Instituto Superior Técnico, sublinhou que existe água subterrânea em abundância no Algarve e lembrou a importância do aquífero de Querença-Silves para o abastecimento da região durante a seca de 2005, sublinhando que os receios de salinização foram exagerados.
«Este aquífero tem grandes disponibilidades hídricas. Nessa altura, respondeu muito bem às necessidades e mostrou que os riscos de salinização eram muito menores do que se esperava», afirmou Luís Ribeiro que participa sexta-feira num debate sobre «Água Subterrânea no Algarve» no Instituto Superior Técnico (Lisboa).
A extracção de água não foi problemática «porque choveu e houve um aumento de recarga significativo». O engenheiro defende que os sistemas de aquíferos (águas subterrâneas) devem ser integrados no abastecimento público, para evitar que a gestão de água se baseie exclusivamente nas albufeiras.
«As albufeiras não deram resposta durante a seca. Foi uma lição importante para se perceber que era necessário mudar esta política porque não podemos estar só dependentes das origens superficiais».
Além disso, a água dos aquíferos - acrescentou - apresenta muitas vezes melhor qualidade do que a das albufeiras, apesar de existirem algumas zonas com problemas de contaminação por cloretos (salinização) e nitratos (devido ao uso de fertilizantes agrícolas).
É o caso dos sistemas de Campina de Faro e Luz de Tavira e de alguns aquíferos mais próximos das zonas costeiras.
O importante, sublinhou o especialista, é assegurar que se faz uma gestão correcta das captações. Estas não devem estar todas concentradas no mesmo local, para não causar um rebaixamento excessivo dos níveis freáticos (lençóis de água). «Querença-Silves tem cerca de 300 quilómetros quadrados de extensão. É possível fazer uma exploração racionalmente distribuída».
O importante é «nunca extrair mais do que entra. Nalgumas zonas, a precipitação permite recargas de 40 a 50% que alimentam os aquíferos».
Luís Ribeiro lançou também um alerta para o controlo das más práticas agrícolas. «A má prática de rega, por exemplo, causa um aumento significativo da concentração de nitratos que contaminam a água».
O aproveitamento da água do subsolo deveria ser generalizado a todo o país. «Temos grandes disponibilidades hídricas na bacia Tejo-Sado, uma enorme albufeira subterrânea, em Leiria e Pombal», exemplificou o investigador, adiantando que os sistemas estão bem estudados e que os modelos matemáticos ajudam a prever os impactos sobre a extracção de água.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Noticia


Título: Áustria converte central nuclear em central para produção de energia solar
Data:11.11.2008
Jornal: PÚBLICO

A única central nuclear austríaca, em Zwentendorf, a 50 quilómetros de Viena, nunca chegou a funcionar e está abandonada há 30 anos, desde que o povo austríaco rejeitou o nuclear no referendo de 5 de Novembro de 1978. Agora prepara-se para ser convertida em unidade para produção de energia solar.

A central de Zwentendorf foi construída de 1970 a 1978, com um custo de 380 milhões de euros, e era para ser a primeira de seis centrais nucleares na Áustria. Em 1999, o destino da central de afastou-se definitivamente do nuclear, quando os austríacos inscreveram a renúncia à energia nuclear na sua Constituição, salienta hoje um artigo publicado no “Le Monde”.
A central, cuja licença para produção de energia continua válida, foi comprada em 2005 pelo EVN. Dentro de meses, serão instalados painéis solares na fachada de betão da central, no seu telhado e em parte dos 14 hectares de terrenos adjacentes.
No entanto, a produção de energia solar será modesta: com um máximo de três megawatts, a central fornecerá energia para mil habitações.A longo prazo, a EVN pretende instalar naquele local uma central a biomassa.
A Áustria tem de reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa em 13 por cento em relação a 1990 até 2012, no âmbito do Protocolo de Quioto.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Notícia - Subducção e Metamorfismo


Crosta terrestre era mais sólida e fria na infância do planeta

Data: 2 Agosto de 06
Fonte: RTP.PT

Subtítulo: A crosta terrestre era mais sólida e fria do que se pensava no período Arqueano, a "primeira infância" do planeta, há mais de 2,5 mil milhões de anos, segundo um estudo hoje publicado pela revista "Nature".

Uma equipa de investigadores dirigida por Jean François Moyen, da Universidade de Stellenbosch (África do Sul), descobriu provas de actividade tectónica, constituída por movimentos de placas sólidas e densas à superfície da Terra, em rochas daquele período na região de Barberton, no leste do país.
Durante o Arqueano, compreendido entre há 3,8 e 2,5 mil milhões de anos, a crosta terrestre era ainda muito móvel, agitada por fortes correntes de convecção (transferência de energia calorífica através de um líquido ou de um gás).
Os blocos continentais emergiram lentamente, nomeadamente por acumulação de sedimentos, para se reunirem há cerca de 650 milhões de anos num supercontinente, o Rodínia.
As pedras analisadas pelos geólogos de Stellenbosch demonstraram pela primeira vez um fenómeno de subducção num terreno tão antigo.
A subducção implica que uma placa densa, portanto arrefecida, se afunda debaixo de outra, mais leve, e regressa às profundezas do manto. É então submetida a pressões e temperaturas muito elevadas, o que provoca uma alteração da natureza das rochas, ou metamorfismo.
No terreno arqueano de Barberton, os geólogos encontraram compostos metamórficos de granada e albite que testemunham, segundo afirmam, pressões de 1,2 a 1,5 Gigapascals (GPa) e temperaturas de 600 a 650ºC.
A tectónica das placas é hoje em dia aceite como esquema global da dinâmica terrestre, mas os geólogos desconhecem desde há quanto tempo funciona e pensavam que ainda não operasse no Arqueano.

sábado, 28 de março de 2009

Notícia - Vulcões



Título: Vulcões: cristalização do magma pode activar erupções

Data: 06.09.2006
Publicação da revista “Nature” e posteriormente editado no jornal Publico.

A previsão das erupções tropeça no mau conhecimento que os investigadores têm das características do magma vulcânico
A cristalização rápida das rochas subterrâneas em fusão pode facilitar o desencadeamento das erupções devastadoras dos vulcões explosivos, do tipo do Monte St. Helens ou Pinatubo, segundo um estudo da Universidade de Bristol publicado amanhã pela revista “Nature”. Jon Blundy e os seus colegas demonstraram que quando os magmas vulcânicos se cristalizam aquecem, embora se pense intuitivamente que arrefecem.
Além disso, a cristalização é intensa, pelo que o aquecimento é muito marcado, podendo atingir os cem graus. Os investigadores sublinham que o fenómeno da cristalização tem uma duração relativamente curta, mas que se manifesta em anos e até em séculos.
"Esta capacidade de gerar calor poderá levar ao desencadeamento das erupções", sublinha a universidade britânica num comunicado.
"Se o magma ascendente é capaz de aquecer imediatamente, apenas pelo efeito da sua cristalização, poderá desencadear uma forte erupção, sem precisar de uma outra fonte de calor, como um impulso de magma mais quente vindo das profundidades", acrescenta o documento.
O efeito de aquecimento é máximo quando a pressão interna é fraca. O factor de origem do fenómeno de cristalização parece ser uma queda da pressão ambiente, mais do que uma troca de calor com as rochas circundantes como se acreditava até agora.
"Isto abre várias possibilidades interessantes sobre a dinâmica das erupções", nota a universidade. As erupções explosivas são provocadas por uma acumulação de gases e de magma que se libertam das rochas em fusão vários quilómetros abaixo e que acaba por fazer voar os pedaços de rocha que obstruem a cratera.
As erupções podem ser desastrosas: em Junho de 1991, cerca de mil pessoas foram mortas pelo despertar do vulcão Pinatubo, na ilha de Luçon (Filipinas), após meio milénio de inactividade.
Em Maio de 1980, uma erupção atingiu até 400 metros do monte de St. Helens (noroeste dos Estados Unidos), causando meia centena de mortos.
A previsão destas erupções tropeça no mau conhecimento que os investigadores têm das características do magma vulcânico (temperatura, viscosidade, proporção de água e de gás), uma vez que se encontra a grande profundidade sob a terra.
No decurso do seu estudo, os investigadores britânicos examinaram minúsculas gotículas de líquidos vulcânicos, presos dentro de cristais de rochas siliciosas. Os investigadores calculam a sua análise permite estabelecer, por cada vulcão estudado, as características do seu magma na altura em que chega à superfície da Terra.

Notícia - Vulcanismo em Portugal



Vulcões: Novo ciclo geológico da Terra pode estar a começar

Autor: Diário Digital / Lusa
Data: 07-07-2008

Os vulcões existentes em Portugal continental estão extintos mas o planeta pode estar a entrar num novo ciclo geológico, com uma zona de subducção a sudoeste da Península Ibérica, e a actividade vulcânica não está excluída. «Com base na distribuição dos sismos, há quem diga que podemos estar a entrar num novo ciclo geológico, que poderá ter como consequência o vulcanismo», afirmou o geólogo José Francisco à agência Lusa.
Na origem do processo estará um fenómeno de subducção, ou seja o mergulho de uma placa sob outra - no caso concreto, da placa oceânica sob a placa continental, em cujo extremo está Portugal - explicou o investigador da Universidade de Aveiro.
De uma forma genérica, o efeito pode ser visto em http://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_de_subducção.
O investigador alertou, todavia, que - a confirmar-se esta tese - «o vulcanismo apenas se manifestará dentro de milhões de anos», pois a própria subducção leva muito tempo a concretizar-se.
No continente, a actividade vulcânica mais recente tem já cerca de 70 milhões de anos e registou-se no Complexo Vulcânico de Lisboa, cujos 200 quilómetros quadrados se estendem da capital a Torres Vedras, passando por Cascais, Sintra ou Mafra (onde permanece uma chaminé vulcânica de basalto, o Penedo de Lexim).
«Apesar de o complexo estar extinto há tanto tempo, ainda há uma chaminé vulcânica junto à antena da televisão em Monsanto, como houve em Alcabideche», indicou Victor Hugo Forjaz, director do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, acrescentando que muitos vestígios foram, ao longo dos anos, «cobertos pelo casario, pelos bairros».
Um vulcão é declarado extinto se não teve manifestações exteriores de actividade nos últimos 10 mil anos «e quando os estudos científicos demonstram que debaixo dele não há calor, não há magma que o possa alimentar», explicou Victor Forjaz, acrescentando que «é considerado adormecido se teve erupções recentes ou se tem, à superfície, manifestações de actividade», como fumarolas.
Segundo o especialista, a actividade vulcânica é anunciada «pelo aumento da temperatura do solo com meses de antecedência, pelo aumento da sismicidade e pela variação dos campos magnético e gravimétrico, que são indícios de perigo».
Um certo número de séculos e factores externos, como uma conjugação de fases da lua e do sol e a existência de forças laterais e verticais na crosta terrestre», esclareceu o director do Observatório. «Mas todos os investigadores concordam que não há hipótese de os vulcões entrarem em actividade no continente», assinalou, numa posição reiterada por José Francisco, da Universidade de Aveiro, que indicou à Lusa mais alguns vestígios de vulcanismo.
«Na Faixa Piritosa Ibérica, que abrange o Baixo Alentejo e continua para Espanha, o vulcanismo submarino teve forte expressão no início do período Carbónico (360 a 300 milhões de anos), levando à formação de jazigos minerais como a mina de Neves Corvo, a mais importante em actividade em Portugal», exemplificou.
No entanto, tantos milhões de anos passados, os vestígios estão erodidos, «sendo muito difícil saber qual a morfologia do aparelho vulcânico que existiu no Alentejo», pois tanto pode ter assumido a forma de cone vulcânico como pode ter-se apresentado sob a forma de fissuras que expeliram lava.
Em Sines, também são detectáveis «duas ou três chaminés», adiantou Victor Hugo Forjaz à Lusa, assinalando ainda a existência de um complexo vulcânico no Algarve.
Optei por escolher esta notícia por um lado, por abordar o vulcanismo, estando este relacionado com as rochas magmáticas e por outro lado por abordar a existência de marcas vulcânicas na nossa região.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Notícia - Erupção vulcânica

Título: Nas Filipinas Pinatubo: erupção vulcânica abrandou subida do nível dos oceanos

Data:03-11-2005
Autor: Jornal Público
A erupção vulcânica do Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, provocou uma série de fenómenos climáticos que levaram ao arrefecimento dos oceanos, provocando o abrandamento da subida do nível das águas, segundo as conclusões de uma equipa de cientistas publicadas na revista "Nature".
Os investigadores coordenados por John Church, do Centro de Investigação de Clima Antárctico e Ecossistemas de Hobart, na Tasmânia, dizem que o nível medio dos oceanos diminuiu seis milímetros num ano.
A erupção libertou para a atmosfera grandes quantidades de partículas microscópicas - os aerossóis - bloqueando os raios solares e originando uma descida da temperatura à superfície do planeta. Como resultado, os mares arrefeceram e contraíram-se. Os cientistas estimam que o nível dos oceanos tenha baixado cerca de 0,5 milímetros por ano na década seguinte.
A comunidade científica prevê que uma subida de dois a seis graus centígrados nos próximos cem anos poderá causar uma subida dos níveis dos mares de 25 centímetros, devido à expansão das águas e ao degelo. Para os investigadores, "os vulcões podem atrasar a subida dos oceanos".
A equipa de John Church escolheu estudar a erupção do Pinatubo devido à riqueza da informação existente. Os cientistas calculam que os efeitos do arrefecimento duraram cerca de 18 meses, após o que os mares retomaram a tendência de aquecimento.
"Fiquei surpreendido", disse Church. "Não me tinha apercebido da dimensão do processo de arrefecimento dos oceanos depois de uma erupção vulcânica".
"As erupções abrandaram a subida do nível dos oceanos que teria certamente ocorrido, devido ao aumento dos gases com efeito de estufa na atmosfera", considerou.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Notícia - Parque temático em mina de sal-gema

Jornal: Expresso Online
Data: 18.06.2007

Parque temático em mina de sal-gema em Loulé

As minas de sal-gema de Loulé vão 'ressuscitar' sob a forma de um parque temático sobre a indústria mineira, que conta receber 400 pessoas por dia e atrair mais turistas ao interior algarvio.
O aproveitamento turístico das minas de sal-gema de Loulé vai beneficiar da experiência polaca nesta área Turismo mineiro é um produto, até agora, distante do pensamento dos algarvios, tmas isso pode começar a mudar.
No passado dia 16, Mendes Bota esteve reunido em Loulé, com a autarquia, a Região de Turismo do Algarve, os responsáveis da mina (empresa CUF, do grupo José de Mello,) e a senadora polaca Urszula Gacek, da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. Juntos estudaram os vários cenários para a mina abandonada, destacando-se a presença da senadora polaca pelo facto de no seu país existirem minas de sal-gema em várias cidades e duas delas estarem a ser utilizadas pelo turismo mineiro.
Todos os participantes se vestiram depois a rigor para descerem à mina. Altura em que Mendes Bota sublinhou que, da reunião resultou a ideia da germinação de Loulé com uma das cidades polacas que já têm turismo mineiro, ou Wieliczka, ou Bochnia. “Existe interesse em criar aqui uma escola de artes de escultura no sal ”, exemplificou Mendes Bota.
O interesse demonstrado por todas as entidades algarvias presentes e pelos representantes polacos fizeram com que fosse estabelecido um grupo de contacto liderado pela Câmara Municipal de Loulé, estando para breve uma visita à Polónia, onde poderão perceber melhor a dinâmica deste produto turístico.
"Encontrámos também uma disposição muito forte da Câmara e da Região de Turismo do Algarve para apoiar a construção de um parque temático com uma vertente cultural e turística que consideramos muito importante no combate à desertificação e agora vamos trabalhar a partir dessas bases”, adiantou Mendes Bota.
Segundo referiu, espera-se que a fase inicial do projecto esteja concluída até ao Verão, seguindo-se a fase de decisão política das entidades algarvias e da empresa CUF.
Passados dois anos de extracção suspensa, as minas de salgema, em Loulé, foram reactivadas e estão a apostar em novos nichos de mercado, nomeadamente a segurança rodoviária, onde é utilizado para derreter o gelo, para rações animais e também para a agricultura. Segundo o director técnico das minas, Alexandre Andrade, o que não falta no subsolo louletano é salgema. “Existe minério e muito. Ao ritmo que estávamos a extrair, temos a mina preparada para mais 52 anos”.
O projecto de aproveitamento turística está a ser elaborado desde 1995, mas ainda continuam por definir muitas questões, nomeadamente se a CUF avança sozinha ou com parceiros. Para já, os estudos indicam que após a aprovação, o projecto deverá demorar dois anos a ser posto de pé, confessando Alexandre Andrade aue gostaria de ter o parque estivesse já em "velocidade cruzeiro" em 2011.
Com dezenas de galerias, dois poços verticais, com ausência de água de aquífero no seu interior, temperaturas que rondam sempre os 23/24º durante todo o ano, e uma acústica invejável, o interior das minas faz acreditar em vários cenários, para o aproveitamentos deste espaço ainda por explorar.

Notícia - Novo mineral

‘Criptonite’ descoberto em mina siberiana

Autora: Dora Guennes
Jornal:SOL
Data: 24.04.2007

Cientistas descobriram, numa mina da Sibéria, um novo mineral com um composto químico semelhante ao descrito no Regresso do Super-homem. Para já, os geólogos afirmam que o minério «não é verde nem brilha». De acordo com as histórias aos quadradinhos, a ‘criptonite’ destrói os poderes do Superhomem. Contudo, o mineralogista Chris Stanley afirma que o minério é branco - e não um cristal verde, conhecido do super herói - e totalmente inócuo. «Infelizmente, não é verde bem brilha – ainda que reaja aos raios ultra violetas com um ligeiro florescente rosa alaranjado», afirmou o cientista à BBC. O composto do novo minério é diferente de todos os outros conhecidos pela ciência. O Dr. Stanley da Universidade de Londres, descobriu que a sua fórmula química já tinha sido descrita, mas apenas na ficção científica. «No final da pesquisa, coloquei o composto químico do novo minério – sódio, lítio, hidróxido de silicato de boro – na web e descobri a mesma fórmula na pedra de criptonite roubada por Lex Luther no filme O Regresso do Super Homem», divulgou o mineralogista. «O novo mineral não contem fluorina e é branco e não verde, mas em todos os outros aspectos coincide com a criptonite», concluiu. O mineral será baptiazo de Jadarite, parecido com o local onde foi encontrado (Jadar). Os mineralogistas gostariam de chamar-lhe criptonite, mas a descoberta em nada se assemelha a critpon, um elemento real da Tabela Periódica.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Notícia - Zona de Vertente



Publicado no jornal " Público"

2 Notícias: Uma pouco tempo após a trágedia suceder e outra 19 anos após a mesma.




Notícia publicada passados 19 anos após a ocorrência do acontecimento.

sábado, 7 de março de 2009

Notícia - Zona Costeira: Cientistas procuram solução para protecção da costa


Título: Cientistas procuram solução para protecção da costa

Diário Digital / Lusa

Data: 02.03.2009

Uma equipa multidisciplinar de investigadores portugueses está desenvolver um sistema inovador de protecção da costa nacional, com estruturas submersas que permitem criar recifes artificiais e a rebentação de ondas adequadas à prática de surf.
O projecto consiste na colocação de estruturas submersas junto à costa, com incorporação de multifunções, propícias à criação de ecossistemas marinhos e capazes de provocar o rebentamento das ondas mais longe da costa.
Os investigadores começaram por desenvolver uma estrutura computacional adequada para a propagação de ondas e simulação dos efeitos de refracção, empolamento e rebentação das ondas.
«A onda rebenta na massa de água, chegando à protecção dunar com um potencial energético muitíssimo reduzido, e é provocada uma rotação que lhe dá características para a prática de surf», explicou hoje à Agência Lusa Antunes do Carmo, que coordenada o estudo, desenvolvido pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
Nas estruturas submersas é usado material geotêxtil, que permite fixar plantas, transformando a zona num recife artificial atractivo para os peixes.
Este tipo de estruturas de protecção e valorização da costa tem bons exemplos de aplicação na Nova Zelândia e na costa Este da Austrália, onde uma zona bastante degradada deu lugar a um local procurado para campeonatos mundiais de surf.
A solução em estudo surge em alternativa aos esporões, típicos na protecção da costa portuguesa, mas com «consequências ambientais gravosas», porque «ao reter as areias na vertente Norte provocam erosões a Sul», considerou investigador.
«A costa portuguesa tem um manancial de oportunidades que não têm sido aproveitadas e tem sido alvo de remendos para resolver, à pressa, problemas imediatos (de protecção)», criticou.
Na opinião do especialista em Hidráulica Fluvial e Marítima, «o problema da costa portuguesa advém da falta de um desenvolvimento integrado». «Há demasiadas entidades a intervir na zona costeira, o que é muito grave. Tem de haver uma entidade gestora única, para não se promoverem interesses locais», afirmou.
Antunes do Carmo alertou para o impacto que a previsível subida do nível do mar terá na costa portuguesa, caso não sejam tomadas medidas rápidas de prevenção e reabilitação das zonas mais degradadas. «A previsível subida do nível do mar poderá ter reflexos preocupantes em Portugal. Temos várias zonas que poderão inundar largas centenas de metros, senão quilómetros», advertiu. Para que o estudo agora divulgado seja testado na zona a beneficiar é necessário financiamento, não só privado mas também estatal.
Além dos investigadores da FCTUC estão envolvidos no estudo especialistas do IMAR-Instituto do Mar e colaboram o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e o Instituto Superior Técnico.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Cooperação pode ser forma de sobrevivência

Fonte: Diário de Notícias
Autor: Helder Robalo

O britânico Kevin Foster defende, ao contrário da teoria desenvolvida por Charles Darwin, e seguida durante séculos, que a cooperação entre elementos da mesma ou diferentes espécies pode ser a melhor forma de o grupo se desenvolver. Teoria que apresentou sexta-feira passada no Porto.


Foster faz alerta para falhas na teoria de Darwin.

Está assente na sociedade actual a teoria da evolução das espécies desenvolvida por Charles Darwin, cujo princípio reside na ideia de que só os melhores indivíduos de uma espécie conseguem sobreviver. Teoria que Darwin aplicou sobretudo ao nível biológico, mas que, com o passar dos anos, acabou por ser aplicada também ao nível da competição económica e social.

Porém, ao longo dos anos, cientistas houve que afirmaram que a teoria darwinista continha pontos inexplicáveis. Tal visão é actualmente seguida pelo britânico Kevin Foster. No entender deste jovem cientista de 32 anos, que tem dado continuidade ao trabalho desenvolvido por William Hamilton, existem casos de cooperação entre indivíduos que não encaixam no princípio básico de Darwin. Por isso mesmo, Foster defende que o altruísmo é uma das formas que a natureza encontra para se valer a si mesma. Contrariando, desta forma, a "lei do mais apto", derivada da visão original de Darwin. Uma nova abordagem que, no entender de alguns elementos comunidade científica internacional, poderá pôr em marcha o repensar das sociedades actuais.

Isso mesmo procurou demonstrar sexta-feira, num simpósio subordinado ao tema "Homeostasia, a luta pelo equilíbrio?", realizado no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), no Porto. Durante o discurso Kevin Foster frisou que "a cooperação está em todo o lado". "Os genes juntaram-se nos genomas, as células trabalham juntas nos organismos multicelulares e os animais cooperam nas sociedades", defendeu o jovem cientista. Que lembra, porém, que esta é uma tese que afronta a teoria darwinista da competição como melhor estratégia para o sucesso.Para melhor clarificar a tese, Foster exemplificou com experiências realizadas em laboratório e cujos resultados, afirmou, comprovam que a cooperação entre elementos da mesma espécie é a melhor forma de sobreviverem. Cooperação que, defendeu, em alguns casos, é levada ao extremo e só através do sacrifício as células conseguem sobreviver.
Um dos exemplos que Kevin Foster usa parte do caso do corpo humano, em que as células são geneticamente idênticas pelo que não há qualquer conflito nas tarefas que cada uma tem de desempenhar no organismo. Porém, defende o sociobiólogo britânico, existem grupos que não contêm matéria genética idêntica, pelo que não se justificaria esta cooperação entre espécies.

Os macacos também sabem somar

Estudo publicado na “PLoS Biology”
Notícia do jornal: Público
Data: 18.12.2007
Autor: Teresa Firmino Gopal Chitrakar/Reuters (arquivo)

Os macacos sabem fazer contas de somar de cabeça tão bem como qualquer estudante universitário – é a conclusão de um estudo de Elizabeth Brannon e Jessica Cantlon, da Universidade de Duke (nos EUA), publicado na revista online “PLoS Biology”.
A equipa testou quatro macacas “rhesus”. Quanto aos humanos, escolheram-se 14 estudantes da Universidade de Duke. Para testar as capacidades aritméticas de macacos e humanos, a equipa colocou-os em frente a um ecrã táctil, no qual ia surgindo um número variável de pontos. Em seguida, esses pontos desapareciam do ecrã, para aparecer um número diferente de pontos. Por fim, era-lhes mostrado um terceiro ecrã com duas caixas: numa estava a soma dos dois conjuntos de pontos, na noutra surgia outro número.
Se os macacos tocassem na caixa com a soma correcta, eram recompensados.
Já em relação aos estudantes, foi-lhes pedido que escolhessem a soma correcta sem contar os pontos individualmente. Os humanos acertaram em 94 por cento das vezes, contra 76 por cento nos macacos, mas o tempo de resposta foi idêntico em ambas as espécies (cerca de um segundo). Já se sabia que humanos e animais partilhavam a capacidade de representar mentalmente números e de os comparar, mas desconhecia-se se os animais também sabiam fazer operações mentais de aritmética.
Quais são as origens evolutivas da aritmética?
“Sabíamos que os animais conseguem reconhecer quantidades, mas não era claro que tivessem capacidade de levar a cabo tarefas matemáticas explícitas, como a adição”, sublinha Jessica Cantlon, citada numa nota da sua universidade. “O nosso estudo mostra que sim.”
Para mais, em termos evolutivos, os macacos até estão mais distantes de nós do que os chimpanzés, os nossos parentes mais próximos. Portanto, este resultado significa que humanos e macacos terão partilhado um antepassado que já possuía noções básicas de aritmética.

Fóssil de réptil marinho gigante descoberto no Árctico

Local:Arquipélago norueguês de Svalbard
Data: 04.12.2007
Jornal: PÚBLICO.

Um grupo de investigadores noruegueses descobriu, no Árctico, o fóssil de um réptil bastante raro, conhecido como o “tiranossauro dos mares”, anunciou hoje a responsável pela equipa, Joern Hurum.
“Pensamos que o réptil pertence a uma espécie ainda desconhecida já que apresenta diferenças muito significativas em relação às descobertas feitas em França ou na Grã-Bretanha”, explicou Hurum, membro do departamento de Paleontologia da Universidade de Oslo.
A descoberta das ossadas e do crânio foi feita durante as escavações do Verão passado no arquipélago norueguês de Svalbard, a cerca de mil quilómetros do Pólo Norte. Os paleontólogos esperam ainda encontrar mais partes do esqueleto do animal, que media provavelmente cerca de dez metros e pesava entre dez e 15 toneladas.
No entanto, por agora, não encontraram nada mais que a caixa torácica, um ombro e uma pata. O fóssil tem cerca de 150 milhões de anos, altura em que Svalbard ainda era uma zona submersa, pelo que o réptil marinho se deveria ter quatro barbatanas e uma cabeça semelhante aos crocodilos.
A maxila deste predador, que viveu ao mesmo tempo que o tiranossauro rex, é de tal forma grande que, segundo os especialistas, dava para engolir um homem de uma só vez.
“No próximo Verão esperamos iniciar uma nova campanha, já que é a única época onde é possível fazer escavações nestas latitudes, e encontrar outro esqueleto”, adiantou a coordenadora do projecto.
Por agora, dois estudantes vão recolher os diversos pedaços de fóssil que foram encontrados e tentar fazer este puzzle que conta com milhares de peças e que deverá estar terminado no início do próximo ano.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Intervenção do Homem no ciclo de vida dos organismos

Para o tópico: "Intervenção do Homem no ciclo de vida dos organismos", optei por referir uma noticia que este mesmo tema. Acho que todos nós temos noção de como interferimos muitas vezes no ciclo de vida dos organismos, mas o que muitas vezes não nos apercebemos são os efeitos a longo prazo que isso pode ter.


Estudo publicado na "Science"

Título: Os oceanos estão a perder oxigénio, e a culpa pode ser do aquecimento global

Data e site:01.05.2008 - PÚBLICO.PT
Autor: Nicolau Ferreira

A redução de oxigénio nos oceanos pode pôr em risco muitas espécies marinhas de maior tamanho.

Os oceanos estão a perder oxigénio. A notícia pode não ser novidade, mas um artigo publicado hoje na revista "Science" acrescenta provas a esta tese. Esta perda pode estar relacionada com o aquecimento do planeta, e pode pôr em risco espécies marinhas que não sobrevivem abaixo de certos limiares de oxigénio (O2).
O estudo feito por cientistas alemães e norte-americanos analisa a variação da concentração do gás ao longo de mais de quatro décadas, nas regiões tropicais do oceano Atlântico, Índico e Pacífico. E conclui que no Atlântico e no Pacífico existe uma camada de água a profundidades intermédias, com uma baixa concentração de O2, que tem vindo a aumentar de tamanho.
As algas e o fitoplâncton libertam oxigénio para os oceanos através da fotossíntese. Mas a temperatura das águas vai influenciar a retenção deste gás, porque o O2 é tanto menos solúvel quanto mais alta for a temperatura.
A partir de uma certa profundidade, os seres que fazem fotossíntese deixam de existir, porque já não têm luz. Por outro lado, há uma grande quantidade de microrganismos que se alimenta da “chuva” de detritos que cai da superfície do mar, gastando o oxigénio nesse processo.
Assim, o nível deste gás vai diminuindo. Entre os 200 e os 1000 metros de profundidade, há uma camada de água com uma concentração muito baixa de oxigénio, chamada zona de oxigénio mínimo. A partir desta profundidade, correntes profundas vindas dos pólos, que estão carregadas de oxigénio, misturam-se e aumentam a sua concentração.
Este projecto científico foi tentar perceber se têm havido alterações no tamanho das zonas de oxigénio mínimo nas regiões tropicais dos oceanos.
Já foram feitos estudos que previam um aumento destas camadas, relacionado com o aquecimento global. A equipa analisou sete pontos georreferenciados que, desde 1960, tinham dados mais ou menos constantes sobre a concentração do gás a diferentes profundidades.

Atlântico com menos gás

Os cientistas analisaram três pontos no Atlântico, dois no Pacífico e um no Índico. Dos três, o Atlântico foi o que registou maior baixa na concentração do oxigénio. “Encontrámos a maior redução entre os 300 e os 700 metros, no nordeste tropical do Atlântico, enquanto as mudanças no leste do Índico são menos pronunciadas”, disse Lothar Stramma, o primeiro autor do artigo, do Instituto para as Ciências Marinhas de Leibniz, na cidade alemã de Kiel.
No Atlântico, a zona de oxigénio mínimo quase duplicou em menos de 50 anos. O aquecimento global poderá estar por trás disto: se a temperatura média do mar aumentar, a quantidade de oxigénio solúvel diminui. Mas os cientistas ainda não têm dados para relacionar os dois fenómenos. “A redução também pode ser causada por processos naturais”, disse Stramma.
No entanto, este tipo de monitorização não pode ser posta de lado. Há 251 milhões de anos, no final do Período Pérmico, a Terra viveu a maior extinção em massa conhecida. Os oceanos ficaram sem oxigénio, o que levou ao desaparecimento maciço de espécies marinhas e terrestres.
Sabe-se que esta extinção esteve relacionada com um grande aumento da concentração de dióxido de carbono, um dos gases responsável pelas alterações climáticas que vivemos.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Espécie de minhoca pode ter sido primeiro animal a fazer sexo


Uma espécie de minhoca de 30 cm de comprimento, que vivia no fundo do mar há 565 milhões de anos, pode ter sido o primeiro ser vivo a praticar sexo, segundo um estudo publicado sexta-feira na revista "Science". A paleontóloga da Universidade da California Riverside, Mary Droser, e a sua equipa argumentam que o ecossistema da Terra já era complexo muito antes do que se pensava, ainda na Era Neoproterozóica, quando começaram a aparecer os primeiros organismos multicelulares.

A paleontóloga encontrou fósseis da minhoca 'Funisia dorothea' no deserto no sul da Austrália, que demonstram que o organismo tubular tinha vários meios de crescer e de se reproduzir, similares às estratégias usadas pela maioria dos organismos invertebrados para reprodução actualmente.

Até hoje acreditava-se que os primeiros organismos multicelulares eram simples, e que as estratégias actuais usadas pelos animais para sobreviver, reproduzir e crescer só teriam aparecido bem depois.

"O modo como a 'Funisia' aparece nos fósseis mostra claramente que os ecossistemas eram complexos desde muito cedo na história dos animais na Terra", afirmou Mary Droser, citada na edição de sexta-feira do "Folha-online", salientando que "na 'Funisia' estamos muito provavelmente vendo reprodução sexual num antigo ecossistema, possivelmente a primeira ocorrência de reprodução sexual entre animais no nosso planeta".


Fonte:Diário Digital / Lusa

Data: 22-03-2008

domingo, 23 de novembro de 2008

Ser pai após os 35 anos aumenta risco de anomalia


Dia notícia: Domingo, 9 de Novembro de 2008

Com o envelhecimento, a nossa capacidade reprodutiva é seriamente afectada. A própria divisão celular, necessária à concepção, está sujeita a uma maior quantidade de erros. Porém, não é só a idade da mãe que conta. Hoje sabe-se que a herança paterna não fica de fora da equação genética.
Com a alteração dos estilos de vida, a idade em que os portugueses decidem ter o primeiro filho não pára de subir. Mas se por um lado a maturidade e a ponderação económica trazem conforto às crianças, por outro, com o avançar da idade dos pais tende também a aumentar a probabilidade de os filhos nascerem com anomalias genéticas.
Ao longo dos tempos, a ciência e a medicina têm vindo a reduzir drasticamente a mortalidade e a doença de mães e bebés, tanto que, hoje em dia, uma gravidez depois dos 40 raramente constitui qualquer perigo. Até o saudável desenvolvimento dos fetos pode ser verificado através dos rastreios pré-natal. No entanto, quanto mais velhos são os pais, maior a possibilidade dos óvulos ou dos espermatozóides envolvidos na fecundação apresentarem anomalias. Normalmente, é através da mãe que surgem as maiores complicações. "De um modo geral pode dizer-se que à medida que a idade passa o risco de alterações na meiose [divisão celular] e aparecimento de número diferente de 46 cromossomas [número normal de cromossomas nas células humanas] aumenta na mulher", explica José Rueff investigador do Departamento de Genética da Faculdade de Ciências Médicas em Lisboa.
Na mulher, os oócitos (futuros óvulos) estão presentes desde o momento do seu nascimento. Depois da puberdade, amadurece por norma um óvulo por mês, preparando-se para ser fertilizado. Ora, ao fim de muitos anos os óvulos estão "velhos", condicionando uma maior possibilidade de ocorrência de erros. Ou seja, pode dar-se uma má distribuição dos cromossomas, aquando os gâmetas femininos dividem para fecundação. Um cromossoma é uma longa sequência de ADN que contém vários genes, logo, a presença de um cromossoma a mais ou a menos traz uma grande mudança na composição genética das células.
Daí que o número de abortos espontâneos e a concepção de fetos com monossomias (um cromossoma a menos) ou trissomias (um cromossoma adicional) seja mais frequente à medida que a idade da mãe aumenta. Sabemos que estamos perante uma monossomia quando temos um cromossoma a menos nas células. Porém, a única situação de monossomia compatível com a vida é uma cromossomopatia denominada síndrome de Turner, em que as raparigas nascem com menos um cromossoma X. Se bem que taxa de incidência desta monossomia não esteja relacionada com o progressivo envelhecimento dos pais. Já as trissomias estão associadas à presença de mais um cromossoma, sendo a mais conhecida a trissomia no cromossoma 21, a síndrome de Down, vulgarmente conhecido por mongolismo.
Até recentemente, ninguém associava os problemas genéticos de uma criança ao pai, mas são cada vez mais os estudos que demonstram que a contribuição masculina não pode ser retirada da equação.
De facto, a importância da influência paterna não foi antes ressalvada porque, com o avançar da idade, as modificações no esperma dos homens tendem a ser apenas ao nível dos genes e não ao nível do número de cromossomas como nas mulheres. Apesar de poderem ocorrer erros nas divisões celulares que os criam, os espermatozóides estão continuamente a ser produzidos, não tendo nascido com o homem.
Contudo, foi por não subestimar o poder da herança paterna que um estudo britânico demonstrou que pais com mais de 50 anos têm três vezes mais hipóteses de ter um filho esquizofrénico que um pai com 25 anos. Também no último número da revista Archives of General Psychiatry, surgem os resultados de uma pesquisa sueca que apontam para que filhos de pais com mais de 55 anos tenham 37% mais possibilidades de sofrer de doença bipolar. Segundo o psiquiatra José Manuel Jara, esta é uma perspectiva credível, já que a "doença bipolar é a doença psiquiátrica que tem bases genéticas maiores".

Fonte: Diário de notícias
Site da fonte:
http://dn.sapo.pt/2008/11/09/sociedade/ser_apos_35_anos_aumenta_risco_anoma.html


Células estaminais dão origem a válvulas cardíacas

Notícia dia: 31 Outubro 2008;

Avanços da medicina regenerativa debatidos em Alvor

Há seis anos que a médica suíça Dörthe Schmidt, do Hospital Médico de Zurique, luta para criar, a partir de células estaminais, válvulas cardíacas para aplicar em crianças vítimas de doenças cardiovasculares congénitas.
A especialista, uma das mais importantes a nível mundial, está em Alvor, Portimão, onde participa num encontro médico-científico internacional realizado pela InVENTS, onde serão dados a conhecer os grandes avanços realizados na área das células estaminais e e as suas múltiplas aplicações nas várias áreas da Medicina.
Dörthe Schmidt referiu ao CM que o seu grande objectivo é desenvolver uma válvula a partir de células do próprio paciente – recolhidas do cordão umbilical, aquando do parto, ou até do líquido amniótico, durante a gravidez – que possa "crescer com a criança", evitando assim submetê-la a intervenções cirúrgicas sucessivas, necessárias porque "os materiais até agora utilizados não podem crescer com o corpo". E adiantou que "1% dos recém-nascidos sofre de defeitos congénitos no coração".
A especialista já conseguiu criar válvulas e mantê-las a funcionar, em ovelhas, até quatro meses. Admite, contudo, que no prazo de dez anos essa técnica possa estar já a ser aplicada em humanos. Entretanto, continuam os ensaios de longa duração, em animais, para "garantir a segurança e o bom funcionamento das válvulas".

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ratos clonados a partir de cadáveres congelados

A primeira experiência de clonagem de animais mortos:

A experiência abre portas para a possibilidade de se clonarem mamutes a partir dos seus corpos congelados.
Um grupo de cientistas japoneses conseguir clonar ratos mortos conservados a uma temperatura de 20 graus centigrados negativos durante 16 anos, a descoberta foi publicada na revista cientifica NewScience.
Depois de descongelar os animais, os cientistas recolheram o núcleo de células do tecido cerebral que depois foram injectadas em células mãe às quais foi removido o DNA.
Até agora pensava-se que os cristais de gelo danificassem as células, tornando impossivel a clonagem a partir de tecidos congelados, ainda assim a clonagem de mamutes continua a ser um projecto muito distante.
FONTE:

sábado, 1 de novembro de 2008

Prémio Nobel da Medicina 2008: Harald Zur Hausen



O vírus HPV e o cancro do colo do útero

Prémio Nobel da Medicina 2008: Harald Zur Hausen

O cancro do colo do útero permanece como uma das neoplasias mais prevalentes no mundo sendo observados 500 mil novos casos todos os anos causando a morte a quase 300 mil mulheres. A incidência anual desta neoplasia diverge consoante a localização geográfica das populações estudadas. Em Portugal, estima-se em 1000 o número de novos casos todos os anos, apresentando a incidência mais elevada da Europa Ocidental.
*Investigador e Professor Universitário com Agregação, Coordenador do Grupo de Oncologia Molecular do Instituto Português de Oncologia do Porto e Presidente da SPPV-Sociedade Portuguesa de Papilomavirus
O Prof. Harald Zur Hausen, a quem foi agora atribuido o Prémio Nobel por ter proposto que o papilomavirus (HPV) estaria na origem do cancro do colo do útero, iniciou a investigação nos anos 70, quando em 1972 e por estudos de biologia molecular não consegue detectar a presença dos virus Herpes em amostras de células tumorais obtidas do colo do útero.
Este resultado negativo permitiu desenvolver o estudo da próxima hipótese que envolvia a detecção dos papilomavirus nestas amostras o que se confirmou com a confirmação da presença das suas sequências genéticas. Desde então, o grupo do Prof. Zur Hausen, Lutz Gissmann, Ethel de Villiers, e outros sediados em Heidelberg, identificaram em 1983 a presença de HPV 16 (um dos HPV oncogénicos) em lesões pré-neoplásicas e em 1985 caracterizaram a organização genética e a actividade do DNA do HPV nas celulas tumorais do colo do útero.
A infecção por HPV (Papilomavirus Humano ou virus do papiloma humano) é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns nos adolescentes e adultos jovens com prevalências que podem atingir os 50%. A infecção por HPV é frequente nos jovens sexualmente activos em particular nas idades entre os 16 até aos 25 anos de idade. O desenvolvimento de condilomas anogenitais, displasias e cancro do colo do útero está claramente associado a infecção por este vírus.
Os estudos epidemiológicos têm demonstrado uma forte associação entre o cancro do colo uterino e padrões de comportamento sexual. A principal forma de transmissão do HPV é a via sexual sendo considerada uma das principais infecções sexualmente transmissíveis (DSTs). Idade precoce da primeira relação sexual e a existência de múltiplos parceiros são factores de risco bem aceites. Hábitos tabágicos, uso de contraceptivos orais, presença de doenças venéreas, algumas deficiências nutricionais e raça/etnia, têm também sido descritos como factores de risco para o cancro do colo uterino.
O risco de infecção aumenta com o número de parceiros sexuais independentemente de o indivíduo ser do sexo masculino ou feminino. Diversos estudos têm sido publicados pelo nosso grupo de Oncologia Molecular/Virologia do Instituto Português de Oncologia do Porto que demonstram a importância de outros factores além do vírus HPV (sendo este o factor iniciador obrigatório) no desenvolvimento do cancro do colo do útero na população portuguesa. O vírus terá um papel como iniciador do tumor e existem cofactores que irão facilitar/promover a evolução para cancro.
O “background” genético parece ser um dos cofactores que influenciam este cancro. Outro cofactor importante parece ser o fumo do tabaco no desenvolvimento precoce desta neoplasia. O conhecimento destes cofactores tem grande importância no contexto das sociedades ocidentais, em que as primeiras relações sexuais acontecem precocemente e existem cada vez mais mulheres jovens e adolescentes que fumam, resultando numa mistura explosiva quando associadas a um vírus oncogénico.
Além do cancro do colo uterino, os vírus HPV, estão também associados a alguns tipos de verrugas genitais e ainda a outras neoplasias anogenitais. Existem identificadas mais de 90 variantes (tipos) do HPV, sendo cada novo tipo de HPV caracterizado com base na seqüência do DNA viral. Quarenta tipos de HPV podem infectar o tracto urogenital e destes cerca de 17 estão associados ao desenvolvimento de cancro sendo conhecidos por HPV de alto risco ou HPV oncogénicos.
A investigação nesta área demonstrou que as proteínas virais complexam com proteínas do hospedeiro importantes na regulação do ciclo celular. Entre os HPV oncogénicos, temos o HPV16 e HPV18 como os mais frequentemente encontrados no cancro do colo uterino. Os HPV6 e HPV11 são também associados a verrugas genitais mas não provocam cancro.
É um facto que o cancro do colo do útero continua a ser um grave problema de saúde em Portugal. Sendo uma neoplasia provocada por um vírus, é possível agora fazer o seu rastreio e a sua prevenção através da vacinação e da formação acerca dos vários factores de risco conhecidos. (...)
FONTE:

ADN dos fenícios está nos genes dos portugueses

NOTICIA- Estudo no cromossoma Y

ADN dos fenícios está nos genes dos portugueses


Não se sabe muito sobre os fenícios, um povo navegador do leste do Mediterrâneo, durante um milénio, até serem conquistados pelos romanos. Mas um novo método de análise genética revela que deixaram a sua marca genética em muitos povos mediterrânicos — e os portugueses estão entre os que mais se podem gabar de ter a marca fenícia no seu ADN:
Um em cada 17 homens que hoje vivem nas costas do Norte de África e no sul da Europa podem ter tido um antepassado fenício, que tinha como ponto de partida o actual Líbano, conclui um estudo publicado na revista científica American Journal of Human Genetics.
Os cientistas do "Genographic Project" (que estuda a forma como a humanidade se espalhou pelo planeta) identificaram um padrão genético associado à expansão dos fenícios, tal como as fontes históricas a revelam. Depois, estudaram o cromossoma Y de 1330 homens nesses locais, para verificar a frequência desse padrão.
Assim, descobriram os locais da bacia do Mediterrâneo onde é mais provável haver descendentes masculinos dos fenícios. As zonas mais perto do litoral, e também a costa atlântica portuguesa, estão entre as que têm mais descendentes dos fenícios.